
O Estaleiro Ecovix, em Rio Grande, será o palco de uma retomada significativa para a economia da metade sul do estado. O presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, confirmou que a construção das novas embarcações terá como foco a priorização da contratação de mão de obra local.
A informação tem como base apuração de GZH, que repercutiu as declarações de Bacci realizadas na última terça-feira (20) durante a assinatura de contratos para cinco novos navios gaseiros e em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade.
Cronograma e oportunidades
Segundo Bacci, Rio Grande possui as condições ideais e profissionais qualificados de ciclos anteriores para absorver essa demanda. O cronograma já está traçado:
- Abril de 2025: previsão de início do corte de chapas para os quatro navios já contratados anteriormente.
- Fim de 2026: início da montagem dos primeiros blocos.
- 2027: lançamento do primeiro navio ao mar.
Ao todo, nove embarcações terão etapas de construção realizadas em Rio Grande (somando os cinco gaseiros recém-assinados aos quatro anteriores). O ciclo completo de produção deve durar cerca de quatro anos.
Estratégia nacional
A expansão visa triplicar a frota própria da Transpetro, reduzindo a dependência de afretamentos estrangeiros e barateando custos logísticos para a Petrobras. Enquanto os navios principais ficam em Rio Grande, o programa também prevê a construção de 18 barcaças em Manaus e 18 empurradores em Itajaí (SC).
Bacci também fez um alerta sobre a desinformação, reforçando a seriedade dos contratos: “Esses navios serão feitos aqui e haverá priorização da mão de obra local”, assegurou o presidente, destacando a necessidade de uma demanda perene para evitar novos fechamentos na indústria naval.



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