Petrobras confirma US$ 278 milhões em investimentos e a retomada naval em Rio Grande
Com a homologação de quatro novos navios no estaleiro da Ecovix, a cidade se prepara para uma nova era de empregos e aquecimento econômico que promete deixar a crise no passado.
A espera acabou e o sinal verde foi dado. Em um movimento decisivo para a economia da Zona Sul do estado, a Petrobras homologou, nesta semana, os contratos para a construção de quatro navios da classe Handy no Estaleiro Rio Grande. A decisão não é apenas uma assinatura em papel; ela representa a injeção de US$ 278 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) na economia local e a promessa concreta de reativar um dos motores industriais mais potentes do Rio Grande do Sul.
A retomada do orgulho naval
Após anos de silêncio nos diques que já foram símbolo de pujança nacional, o som da solda e do aço voltará a ecoar no Polo Naval. Os navios, encomendados pela Transpetro (subsidiária de logística da Petrobras), são tanqueiros de produtos derivados – como diesel marítimo e gasolina de aviação – fundamentais para a cabotagem na costa brasileira.
Para o trabalhador rio-grandino, a notícia tem um significado ainda mais urgente: emprego. A estimativa inicial é a criação de 1.500 postos de trabalho diretos durante o pico das obras, sem contar os milhares de empregos indiretos que serão gerados no comércio, hotelaria e serviços da região para atender a essa nova demanda.
Por dentro do contrato
A construção ficará a cargo da Ecovix, proprietária do Estaleiro Rio Grande, que venceu a licitação internacional comprovando capacidade técnica e competitividade.
- O que será feito: 4 navios da classe Handy (de 15 a 18 mil toneladas de porte bruto).
- Investimento: US$ 69,5 milhões por embarcação.
- Local: as obras de caldeiraria pesada e estruturação dos cascos acontecerão no Superdique de Rio Grande.
O efeito multiplicador na economia
“Mais um passo para o avanço” é um eufemismo; trata-se de um salto. Especialistas apontam que cada real investido na indústria naval tem um efeito multiplicador alto. O restaurante que serve o almoço, a loja de EPIs, o transporte local e o mercado imobiliário sentem o impacto imediato da circulação desse orçamento.
Esta homologação é vista pelo mercado como o “ato inaugural” de um novo ciclo, pavimentando o caminho para que Rio Grande volte a ser protagonista na logística nacional, recuperando a autoestima da cidade e garantindo que a tecnologia e a mão de obra especializada da região sejam valorizadas novamente.
Com a homologação garantida, os próximos meses serão de preparação e contratações, marcando 2025 como o ano em que Rio Grande voltou a olhar para o mar não apenas com esperança, mas com a certeza de trabalho.



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