Lindenmeyer detalha novos contratos para o RS e critica “desmonte” de gestões passadas
Deputado aponta contratos da Transpetro em Rio Grande como marco da reconstrução naval, contrapondo a atual gestão ao cenário de ociosidade e perdas dos governos Temer e Bolsonaro.
Em artigo publicado recentemente no site oficial do Partido dos Trabalhadores (PT), o deputado federal Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), atual presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Indústria Naval Brasileira, destacou o novo ciclo de investimentos direcionados ao Polo Naval, em Rio Grande (RS). O parlamentar enfatizou a mudança de diretrizes na política industrial, contrastando os anúncios atuais com o que classificou como um projeto “deliberadamente desmontado” durante os governos Temer e Bolsonaro.
Segundo Lindenmeyer, a retomada da política de conteúdo local e o uso do poder de compra da Petrobras e da Transpetro são os motores dessa nova fase, revertendo um cenário onde obras estratégicas haviam migrado para estaleiros asiáticos.
“O enfraquecimento da política de conteúdo local, a paralisação de encomendas estratégicas e o desmonte da Petrobras provocaram a migração de contratos para estaleiros da China, Coreia do Sul e Singapura. O resultado foi devastador: estaleiros ociosos, milhares de empregos perdidos e a desestruturação da engenharia naval brasileira”, afirmou o deputado em seu texto.
O que vem para Rio Grande
Para o público setorial e a cadeia de fornecedores do Rio Grande do Sul, o parlamentar detalhou a materialização dos investimentos no município. O foco central está na renovação da frota da Transpetro, que prevê um investimento total de R$ 23 bilhões, gerando empregos e renda em diversas regiões o país.
De acordo com o artigo, o Polo Naval gaúcho já garantiu as seguintes demandas:
- 4 navios da classe Handy: contratados junto ao consórcio Estaleiro Rio Grande–Mac Laren, com investimento previsto de US$ 69,5 milhões por embarcação.
- 5 navios gaseiros: o polo gaúcho foi selecionado para construir cinco das oito embarcações deste tipo previstas na nova licitação da estatal.
Lindenmeyer reforça que estas movimentações consolidam Rio Grande novamente como “um dos principais centros de construção naval do Brasil”, relembrando o histórico do polo que, nos governos Lula e Dilma, construiu total, parcialmente ou de módulos para plataformas emblemáticas como P-53, P-54, P-55, P-58, P-63, P-66, P-68, P-74, P-75, P-77 e P-79, nos estaleiros Rio Grande (ERG), QGI e EBR, consolidando o polo naval gaúcho como referência nacional.
Perspectiva de futuro e soberania
O deputado finalizou sua análise projetando que a reativação dos estaleiros, incluindo o Estaleiro Brasil e o polo de Charqueadas, simboliza uma estratégia de soberania industrial, onde a engenharia nacional volta a ter protagonismo.
“Com Lula, o país retoma o rumo. (…) Em Rio Grande e no Brasil, os empregos voltam, a cadeia de fornecedores se recompõe e a engenharia nacional recupera protagonismo”, concluiu Lindenmeyer.
A expectativa do setor agora se volta para as próximas licitações projetadas pela Transpetro, que incluem mais 16 embarcações (novos Handys, gaseiros e navios MR1), além de barcaças e empurradores, sustentando a escala produtiva necessária para a manutenção dos estaleiros a longo prazo.
Com informações do Partido dos Trabalhadores.



Seja o primeiro a comentar.