Lula assina licitação para quatro navios e oficializa retomada do polo naval em Rio Grande
Evento nesta segunda-feira (24) no estaleiro da Ecovix prevê investimento inicial de R$ 1,7 bilhão e a geração de mil empregos diretos, marcando o fim do período de estagnação do setor no sul do...
A indústria naval da metade sul do Rio Grande do Sul prepara-se para um novo capítulo de desenvolvimento. Nesta segunda-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca na cidade de Rio Grande para oficializar a retomada do setor. O ponto alto da visita será a assinatura da licitação para a construção de quatro novos navios no estaleiro da Ecovix.
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A medida é vista como o marco zero da reativação do polo naval gaúcho, que enfrentou anos de estagnação e desmobilização. A iniciativa integra uma estratégia nacional, apoiada pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM) e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), visando fortalecer a soberania produtiva dos estaleiros brasileiros.
Impacto econômico e geração de empregos
O contrato firmado com a Ecovix projeta um investimento imediato de aproximadamente R$ 1,7 bilhão. A expectativa inicial é que as obras gerem cerca de mil empregos diretos, movimentando novamente a economia local, especialmente nas cidades de Rio Grande e São José do Norte.
“Essa produção tem uma importância muito grande para o desenvolvimento da região sul do estado. Os estaleiros precisavam ser retomados; essa foi uma promessa e agora estamos vendo sua concretização”, afirmou Loricardo de Oliveira, presidente da CNM.
Oliveira ressaltou ainda a necessidade de blindar o setor contra oscilações políticas futuras: “Precisamos que essa atividade seja uma estratégia de Estado, e não apenas de um governo”.
Investimentos da Petrobras e cenário nacional
A retomada em Rio Grande insere-se em um contexto mais amplo de recuperação da indústria naval no Brasil. Além do contrato local, a Petrobras anunciou um aporte de R$ 58 bilhões para o setor, somado a recursos do Fundo da Marinha Mercante. O objetivo é aumentar a capacidade produtiva não apenas no Rio Grande do Sul, mas também em polos navais de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Amazonas e Pernambuco.
Foco nos direitos trabalhistas
A reativação é resultado de uma articulação que envolveu prefeitura, sindicatos e a comunidade local. A preocupação central das entidades de classe agora se volta para a qualidade das vagas geradas.
Segundo a CNM, o foco será garantir contratos e convenções coletivas que assegurem igualdade de direitos, inclusive para trabalhadores que se deslocam entre estados. “É fundamental garantir empregos decentes, com melhores condições salariais e direitos assegurados”, pontuou Loricardo.



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