Logística sim, sede ainda não: Petrobras detalha o papel de Pelotas e Rio Grande na nova fronteira de petróleo
Petrobras define Pelotas e Rio Grande como apoios logísticos para estudos na Bacia de Pelotas, mas esclarece que sede operacional e administrativa na região ainda não foi decidida.
Em um movimento para alinhar as expectativas da região sul do estado, a Petrobras emitiu um comunicado oficial nesta semana detalhando o atual estágio de suas atividades na Bacia de Pelotas. A nota surge como um contraponto necessário a declarações recentes da Prefeitura de Pelotas, que haviam sugerido a instalação definitiva da “base de operações” da estatal no município.
Diferente do que foi ventilado anteriormente, a Petrobras enfatiza que o projeto ainda se encontra na fase de licenciamento para pesquisa, sob análise do IBAMA, e que não há uma decisão tomada sobre onde ficará a estrutura administrativa definitiva.
Para que a comunidade entenda a distinção técnica, a Petrobras explicou que, no momento, a região funciona como um hub logístico de estudos. Na prática, isso significa que:
- Aeroporto de Pelotas: servirá como base de apoio aéreo para o transporte de equipes e materiais vinculados ao levantamento de dados.
- Porto do Rio Grande: atuará como base de apoio marítimo para as embarcações que realizam as pesquisas oceanográficas e geológicas.
A estatal reforçou que o uso dessas infraestruturas é essencial para o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), mas que a localização de uma base administrativa e operacional permanente permanece em aberto.
Atualmente, o foco da Petrobras no Rio Grande do Sul é o levantamento de dados socioeconômicos. Este diagnóstico é uma exigência legal para subsidiar o licenciamento da atividade de pesquisa na Bacia de Pelotas, uma área considerada a “nova fronteira” exploratória do Brasil.
Conforme abaixo, o esclarecimento da Petrobras busca moderar as expectativas locais. Embora a utilização do porto e do aeroporto já represente uma movimentação econômica relevante para as cidades de Rio Grande e Pelotas, a instalação de uma sede administrativa traria um impacto ainda mais profundo na geração de empregos diretos e arrecadação de impostos.
A Petrobras informa que está conduzindo um levantamento de dados socioeconômicos em municípios do Rio Grande do Sul, visando subsidiar o Estudo de Impacto Ambiental relacionado ao processo de licenciamento da atividade de pesquisa, atualmente em tramitação junto ao IBAMA para a Bacia de Pelotas. No âmbito desse processo, foram estabelecidos como base de apoio aéreo o aeroporto de Pelotas e, como base de apoio marítimo, o porto de Rio Grande. Por se tratar ainda de uma fase de elaboração de estudos ambientais, até o momento, não há definição quanto à localização da base administrativa e operacional na região.
Gerência de Imprensa / Comunicação e Marcas
A decisão final sobre a sede só deve ocorrer após a conclusão dos estudos ambientais e a validação do potencial comercial dos blocos exploratórios na bacia. Até lá, as atividades na Zona Sul continuam focadas estritamente no suporte técnico e logístico necessário para que a ciência valide o próximo passo da estatal em águas gaúchas.



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