Essa é uma grande notícia para Pelotas, seremos a sede de todas as operações de prospecção de petróleo de uma bacia estimada em nada menos que 15 milhões de barris - uma reserva que faz da Bacia Pelotas ser considerada uma nova fronteira exploratória de petróleo e gás no Brasil.
Pelotas é confirmada como base logística da Petrobras para a Bacia de Pelotas
Prefeitura de Pelotas anuncia que a cidade será sede administrativa e logística para prospecção da bacia estimada em 15 bilhões de barris. Operações de perfuração começam em abril de 2028.
O cenário energético e naval do Rio Grande do Sul acaba de ganhar um novo capítulo decisivo. Em anúncio oficial realizado pela Prefeitura de Pelotas nesta quarta-feira (8), a Petrobras confirmou que o município será a base principal das operações para a prospecção da Bacia de Pelotas. A região, que se estende da costa gaúcha até o sul de Santa Catarina, é apontada como a próxima “mina de ouro” do setor, com reservas estimadas em 15 bilhões de barris.

A decisão estratégica coloca o Aeroporto de Pelotas como peça central na logística de transporte e suporte, servindo como o braço operacional para a movimentação de pessoal e equipamentos. De acordo com o governo municipal, toda a gestão administrativa das atividades de prospecção será concentrada na cidade, garantindo que o fluxo de investimentos e royalties impacte diretamente a economia local.
“Esta reserva tem potencial para transformar o município e a região em um polo produtor de petróleo e gás, impulsionando investimentos em infraestrutura e logística”, destacou o prefeito de Pelotas, Fernando Marroni.
Para o setor naval, a notícia reforça a tendência de reaquecimento da indústria no estado. A exploração da Bacia de Pelotas é vista como um catalisador para o Polo Naval do Rio Grande, complementando os esforços de retomada liderados pelo Governo Federal.
A cronologia do projeto já está definida:
- Mapeamento sísmico: já acelerado ao longo do último ano.
- Perfuração efetiva: prevista para iniciar em abril de 2028.
- Licenciamento ambiental: em fase de coordenação pela Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA) de Pelotas.
Cientes da complexidade da operação, representantes da Petrobras, como Gisele Alcântara e Daniel Mattos, já iniciaram os diálogos sobre o licenciamento ambiental. Uma audiência pública deve ser agendada em breve para detalhar os impactos e a convivência da exploração petrolífera com as atividades tradicionais da região, como a pesca artesanal e a aquicultura.
A expectativa é que o projeto não apenas abra as portas para a autonomia energética do extremo sul, mas que estabeleça uma cadeia de suprimentos robusta, capaz de sustentar décadas de atividade offshore.



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